Gestão com tecnologia

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Por Fernando Salles - 21/01/2015

Cairo Araújo - Gestor do segmento varejo da PC Sistemas

Confira para onde serão canalizados os recursos dos supermercadistas neste ano a fim de elevar a eficiência

 

 

Soluções de mobilidade, comércio eletrônico e agrupamento de supermercados pequenos em centrais de compra estão entre as tendências para o setor supermercadista neste ano. É o que constata Cairo Araújo, gestor do segmento de varejo da PC Sistemas, empresa desenvolvedora de softwares de gestão pertencente ao grupo TOTVS. O executivo acredita que o movimento das grandes redes em criar e expandir formatos de lojas menores, focados no segmento de mercado de vizinhança, tem forçado lojas médias e pequenas a rever aspectos da gestão, tornando-se mais eficientes sem perder o que têm de melhor: proximidade do público, bom atendimento e oferta de serviços. Confira na entrevista a seguir como a tecnologia pode ajudar o setor a crescer neste que será um ano de grandes desafios.

O que deve mudar nos investimentos em tecnologia neste ano?

Teremos um grande avanço da NFC-e, a nota fiscal eletrônica ao consumidor. Ela acaba com a necessidade de o varejo contar com impressoras fiscais. Com isso, se um supermercado gastava em torno de R$ 10 mil com cada PDV, poderá gastar apenas R$ 4 mil. O valor economizado pode ser investido em áreas estratégicas. Na operação, um reflexo deve ser a maior utilização de dispositivos móveis para pagamento. Em momentos de filas, em vez de esperar cada cliente chegar até o checkout, um funcionário pode ir até eles para registrar as compras, por meio de um tablet, por exemplo.

Os supermercados menores estão atentos às novas tendências?

Tradicionalmente eles vão bem em atendimento e serviços, mas não são conhecidos pela eficiência na gestão. Agora, com as grandes redes investindo em formatos de lojas de bairro, não há mais como negligenciar a gestão. As próprias soluções de mobilidade, como coletores de dados e etiquetas eletrônicas, podem ajudar a agilizar os processos e a resolver problemas, como divergências entre a gôndola e o registrado em caixa. Em 2014, percebemos grande movimentação dos pequenos para se unir em centrais de compra, ganhando volume de compra.

Como está o avanço do RFID?

Os varejistas estão percebendo que é uma solução de alto valor agregado, capaz de melhorar os controles e o acompanhamento dos indicadores. Com o RFID, um inventário que demoraria 38 horas passa a ser feito em apenas cinco minutos. Com o sistema, os custos diminuem e diversos profissionais podem ser remanejados para outras funções importantes na estrutura da empresa. Para haver um avanço mais rápido do RFID, um passo importante é os produtos já saírem etiquetados da indústria nesse sistema.

Pelas solicitações recentes dos clientes, há como identificar segmentos em ascensão?

Percebemos que o e-commerce vem muito forte, inclusive nos supermercados pequenos, de cerca de 10 checkouts. Porém, muitos empresários ainda acreditam que o segredo dessa operação está na ferramenta tecnológica usada, quando na verdade a logística é o mais importante. O varejista deve entender o e-commerce como uma outra loja dentro de sua operação atual, e garantir bons procedimentos do pedido à entrega. Se o cliente incluiu na compra um perecível como tomate, por exemplo, deve ter certeza de que um profissional capacitado está encarregado de separar os melhores itens disponíveis do alimento. Há supermercados que atingem até um público diferente do que frequenta a loja física.

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