O que os varejistas esperam da economia em 2009

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Por Viviane Ramos de Sousa - 01/12/2008

Supermercadistas ouvidos por SM mantêm seus planos de expansão e ...

Supermercadistas ouvidos por SM mantêm seus planos de expansão e de crescimento para o ano que vem. As previsões para os super e hipermercados são otimistas. Confira.

País do futebol-arte, o Brasil tem tudo para driblar a crise econômica que assola o mundo. Enquanto potências como Reino Unido, Itália e Japão entraram em recessão, os indicadores brasileiros continuam positivos. O varejo registrou alta de 10,4% entre janeiro e setembro deste ano em relação aos mesmos meses de 2007. Os super e hipermercados cresceram 5,3% no período. Para o ano que vem, os empresários do setor estão otimistas. Uma sondagem feita por SM em novembro com 33 executivos constatou que eles estimam um aumento de 5,5% no faturamento do auto-serviço em 2009. E acreditam que os alimentos serão responsáveis por puxar a alta, subindo 7%, e os não-alimentos deverão crescer 3%. Nos três primeiros meses de 2009, os reflexos da turbulência internacional no mercado doméstico ficarão mais claros. O governo federal, no entanto, tem adotado medidas para enfrentar possíveis problemas. Uma delas foi a liberação de R$ 2 bilhões pela Caixa Econômica Federal, a fim de financiar bens de consumo diretamente no varejo.


SM ouviu varejistas de várias regiões do País para saber o que esperam do próximo ano. A maioria não acredita que o setor será muito afetado, porém muitos já têm planos para enfrentar dificuldades.


 

Em 2009, o varejo não será afetado de maneira devastadora. Se as coisas apertarem, talvez possamos substituir produtos caros por marcas de primeiro preço. Os investimentos para o ano que vem continuarão. A intenção é inaugurar mais duas lojas em Teresina, além de centros de distribuição. Para não perdermos o foco no crescimento, iniciamos há cerca de dois meses uma redução de custos. Diminuímos a impressão de papéis, juntamos salas para reduzir o número de aparelhos de ar-condicionado ligados, alguns de nossos escritórios não funcionam mais aos sábados. “Temos que tirar proveito da crise e não deixar que ela nos envergue de vez”.

Evangelita Fernandes Carvalho, sócia-proprietária do Grupo Carvalho (Piauí) – 41 lojas de varejo.


Já vínhamos trabalhando para evitar qualquer impacto da crise econômica mundial. No entanto, não imaginávamos que as coisas chegariam a essa situação. Mas nossos 60 anos de experiência nos ajudaram. Com uma companhia enxuta e operacionalmente preparada, nossas vendas não sofreram nada até o início do último trimestre de 2008. Aproveitamos as oportunidades de boas compras para fazermos um bom estoque. Para 2009, acredito que os consumidores e investidores estarão mais seletivos devido aos efeitos da crise. Mas tenho confiança na minha companhia e no país. Os governos têm agido com muita tranqüilidade e sabedoria. Não vai faltar crédito no Brasil, como pensa a maioria.
“O Grupo pão de Açúcar está preparado para uma situação mais adversa”.

Abílio Diniz, diretor-presidente do Grupo pão de Açúcar, 153 lojas, 202.458 m2, durante teleconferência com analistas e membros da diretoria executiva da companhia em novembro/08.


Nestes 10 primeiros meses alcançamos crescimento de 19,8%, comparado com o mesmo período de 2007. O Pará está em pleno crescimento econômico, alavancado pela expansão de emprego e renda, especialmente nas áreas de construção civil e projetos de mineradoras, como a vale. Isso faz com que nossas expectativas para 2009 sejam otimistas. Poderemos ter uma desaceleração, mas como o estado está crescendo acima dos níveis dos demais, o grupo Nazaré continuará com índices de vendas bem favoráveis.

“Para os dois próximos anos, deveremos inaugurar mais duas unidades e um novo Centro de distribuição”.

Alaci Pinheiro Corrêa, diretor-presidente grupo Nazaré (Belém/Pará) – 4 lojas varejo, 16.500 m2.

A boataria é nociva. Cria um clima de desaceleração, afastando os consumidores das lojas e os investidores de seus projetos. O que nos preocupa é o aumento do desemprego. Aí sim a coisa pode ficar feia, já que a população não terá dinheiro para gastar. Um dos nossos remédios contra os possíveis efeitos da crise tem sido investir mais em publicidade. Temos até propaganda na tv. também elaboramos uma campanha promocional. Vamos sortear 25 viagens para o litoral paulista. A saída é atrair clientes de todos os modos possíveis. Ter uma equipe enxuta também é bom. Comprar apenas para o giro é o mais certo.  Para 2009, estamos analisando a possibilidade de abrir mais uma loja. Vamos estudar e ver se será viável.

Erlon Carlos Godoy Ortega, diretor comercial da rede Serve todos (Pirajuí/SP) – 5 lojas, 4 mil m2.

Já percebemos que os bancos estão com medo de emprestar. Para algumas redes pequenas, acredito que poderão ocorrer alguns problemas, principalmente se elas quiserem investir em reformas e em novas unidades em 2009. Para nós, o cenário não é tão crítico. Vamos abrir uma nova loja na região.
“Queremos combater a concorrência”.

José Nakamura, diretor comercial da rede pró Brasil (Goiânia) – 5 lojas, 6.300 m2.


Não sentimos o efeito da crise. Mas para evitar qualquer surpresa, já tomamos algumas medidas, como controlar o fluxo de caixa. A carga tributária está pesada e é preciso tomar cuidado. Nossos planos de expansão estão em andamento. Queremos abrir uma loja anual, nos próximos cinco anos. Em 2009, vamos inaugurar uma nova unidade provavelmente depois de abril. Nos primeiros meses do ano devemos analisar a economia. Esse período será fundamental para saber como será o ano. Essa crise assusta um pouco, mas a região de Araçatuba é promissora. Hoje, já contamos com mais de dez usinas. Emprego é o que não falta. O importante é que todo mundo tem salário para receber e gastar. Uma de nossas táticas para garantir boas vendas em 2009 são os produtos de marca própria. Eles têm ótima qualidade e caíram no gosto de parte dos nossos clientes.
“Chegam a ser 10% a 15% mais baratos do que os de marcas líderes”.

Luiz Carlos Alves, diretor presidente da rede Passareli (Araçatuba/SP) – 8 lojas de varejo, 10.176 m2.

Se a carência de crédito aumentar em 2009, os brasileiros não se arriscarão em dívidas longas de bens duráveis. Logo, vai sobrar mais renda para os supermercados. Hoje, a maioria dos consumidores está com dinheiro no bolso para gastar, porque tem emprego. No Sul do país, as classes C e D vêm elevando seu poder aquisitivo e consumindo mais. Outro ponto positivo é a inflação controlada. Se a crise vier com força, o varejo será o último a ser atingido. Apesar de uma possível falta de dinheiro, as pessoas continuam precisando se alimentar. Também espero que quando Obama assumir, as coisas melhorem.
“As expectativas sobre ele são altas não só nos EUA, mas em todo o mundo, inclusive aqui”.

José Evaldo Koch, presidente da rede Koch (Tijucas/SC) – 4 lojas, 6.800 m2.

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