O desafio de profissionalizar a empresa da família

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Por Viviane Sousa - 24/10/2014

Éder Perboni - Rede Boni

Quando criança, o passatempo preferido de Éder Perboni era vender produtos a granel no mercadinho do pai. O negócio da família cresceu e transformou- se em uma rede de quatro supermercados no Paraná, com a bandeira Boni. Aos 29 anos, o herdeiro dirige as áreas comercial e operacional da companhia e enfrenta seu maior desafio: implementar um programa para integrar e profissionalizar o negócio da família. Os resultados têm sido bons.

Até 2006, as duas primeiras lojas eram administradas separadamente. Uma ficava sob responsabilidade de Éder, em Campina Grande do Sul, e outra de seu pai, em Curitiba. "Unificamos todas as áreas das duas filiais. Hoje, cada departamento é controlado por um membro da família, incluindo minha irmã, meus pais e eu", conta o jovem herdeiro. A reestruturação permitiu a criação de uma identidade visual única para a rede. Com apoio de uma consultoria, Éder também definiu indicadores de controle internos e novos processos em todos os setores, o que possibilitou ganhos de eficiência. "Assim, abrimos a terceira e a quarta loja. Uma inauguramos há dois anos, na cidade de Quatro Barras. A outra em julho deste ano, em Curitiba", lembra. Uma das principais melhorias foi a centralização das compras, que elevou o poder de negociação e possibilitou readequar margens e preços. Também houve ajustes no mix, com a exclusão de cerca de oito mil SKUs. Algumas categorias contavam com mais de 10 marcas. "Analisamos vendas, estoque, necessidade do público, sortimento dos concorrentes. Também adotamos a curva ABC", destaca Éder. Com isso, o nível de estoques caiu em 30%. Houve ainda queda nas perdas, cujo índice passou de 8% para 4%.

Segundo Éder, a adoção de indicadores foi um divisor de águas na rede. "Até então, não medíamos nem a nossa lucratividade. Em certos meses não obtínhamos lucro. Mas não sabíamos que isso estava acontecendo", lembra. Outra medida que ajudou a controlar o fluxo de caixa foi os integrantes da família passarem a ter salário fixo. Isso pôs fim às retiradas desordenadas. "Paramos de misturar gastos pessoais com os da empresa", ressalta. Agora, a rede Boni espera elevar o faturamento anual para R$ 100 milhões até 2015. No ano passado, a cifra foi de R$ 62 milhões.

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